Há alguns anos escrevi este trecho, contando os episódios de uma personagem nômade, desenhista de mapas turísticos cujos esboços traçava em seu Moleskine. Daí por que o nome deste blog era, originalmente, "Expresso Moleskine": há um estado transitório ligado às experiências de viagem que se assemelha, em meu sentir, ao percurso do trem. Ao mesmo tempo, o termo remete à pausa para a xícara do expresso negro, uma pausa refletida, introspectiva, em que o viajante determina o caminho, repousa, desenha a próxima parada, frente à força do sabor.
O trem, o café, o Moleskine (clássico): todos com um tom em comum, além do uniforme negro. Para mim, são passaportes para territórios, internos e externos em nós.
Optei pelo título Expresso Nômade para manter o termo "expresso"-este sim me parece fundamental- e a qualidade do nomadismo, não necessariamente geográfico, da personagem. Usar o nome Moleskine no título era meu desejo, mas ainda aguardo autorização da empresa para tal, uma vez que é Marca Registrada. Deixo esta explicação apenas para que o leitor conheça o principal elemento da(s) história(s), o Moleskine clássico, de capa e elástico pretos, essencial artigo dos nômades contemporâneos.
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