sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Primeira estação
Um piquenique aleatório, Edimburgo. Desperto para a ânsia nômade, procuro um espaço inerte onde possa ventar. E pousar, por algumas horas. Da manta de cor maravilha-ou coisa assim- extraio uma toalha, estendo sobre o banco de madeira, e me deixo ali. Me esqueço em mim, no sol, no vinho, nas cores vivas que ilustram minha inquietude. Na bolsa, a caderneta. Riscos intolerantes, bêbados, sôfregos de tantas mudanças. Será que ainda quero escrever sobre mudanças? Me busco nas imagens em trânsito, procuro redescobrir minhas rotas por acontecimentos fugazes, me entrego ao caminho. Sem mapas. Primeiro minuto do último dia do ano.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Seu comentário é sempre bem-vindo. Lembramos: prezamos o respeito e a admiração ao leitor e a suas considerações, e esperamos o mesmo retorno ao autor e colaboradores deste livro. Muito obrigada!